Trekking ao Monte Roraima

Monte Roraima

Montanha considerada sagrada pelos indígenas da região, leva o título de “Mãe de todas as águas” devido as inúmeras nascentes, cachoeiras e chuvas que ocorrem em seu no topo.

Seu ponto culminante, conhecido como “Maverick” (por ter a semelhança do carro que leva esse nome) fica a 2.810 metros acima do nível do mar e pode ser visto cada vez mais claramente conforme a aproximação da montanha, pela rota tradicional. No território brasileiro, o cume está no “Punto Tríplice” a 2.734 metros acima do nível do mar, sendo o 8º cume do Brasil (atualmente).

Como subir?

Apesar de levar o nome de um Estado brasileiro, o Monte Roraima tem apenas 5% de seu território nas terras tupiniquins, já que a maior parte (85%) está em solo venezuelano. A ascensão ao seu topo também se faz pela Venezuela, por isso a necessidade de entrar neste país para realizar o trekking.

Não é possível realizar um trekking solo (independente), pois é obrigatório o acompanhamento por um guia autorizado pelos Parques Nacionais. Assim, através de indicações de amigos chegamos ao famoso “Heber Herrera“, (com mais de 100 ascensões ao MR) é guia credenciado e dono da agencia “Explora Tepuy”. Sem dúvida foi uma ótima escolha. Incluímos no serviço de guia a alimentação, barracas e banheiro durante um trekking de 8 dias e 7 noites. Assim tivemos o apoio de 5 profissionais (2 guias, 2 carregadores e 1 cozinheiro). Nosso grupo era composto por 3 montanhistas, totalizando 8 integrantes.

Distância e Dificuldade

A aventura se inicia no transporte da cidade de Santa Elena (Venezuela) até a aldeia de Paratepuy (ou Paratepui) onde começa a caminhada. Durante a viagem que leva pouco mais de uma hora, já é possível avistar os imponentes paredões do Monte Roraima e outros ao entorno. Protuberâncias fantásticas ao longo das grandes planícies da região.

Para chegar ao topo do Monte Roraima, é necessário caminhar alguns quilômetros. A distância até o pé do paredão é de aproximadamente 22 km, percorridos em 2 dias o que torna a trilha muito tranquila e prazerosa. A cada passo novas paisagens e trilhas que rumam ao destino final.

A subida final ao topo é um pouco cansativa, mas nada absurdo para aqueles que estão acostumados ao montanhismo. Outras montanhas do Brasil como o Pico do Corcovado (em Ubatuba), Pico dos Marins (em Piquete), Pedra da Minha (em Passa Quatro) mostram suas ascensões mais puxadas. Mesmo assim classificamos a dificuldade de todo trekking ao MR como moderado-alto, afinal de acordo com os pontos que planejamos conhecer, caminhamos mais de 100 km.

Também é importante considerar que mesmo contratando os serviços de barracas e refeições, levamos nossos itens pessoais com as mochilas variando de 13 a 17 kg, o que torna a jornada mais desgastante. Para aquele mais sedentários ou que descartam o desafio de levar seus itens pessoais, há possibilidade de contratar carregadores de mochila.

Somando todo o “tour”, percorremos aproximadamente 105 km em 8 dias. Nos deslocamentos mais longos levando as mochilas cargueiras, nos demais a carga pesada ficou nos acampamentos e seguimos com mochilas de ataque apenas com o necessário.

Quanto gastamos? Clique aqui!

No próximo post, vamos abordar as maravilhas no topo do Monte Roraima.

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