Um dos locais montanhosos mais espetaculares que já estive, o Marins abriga grandes formações rochosas, chegando seu ponto culminante a 2.420 metros acima do nível do mar.
Marcamos a saída de São José dos Campos às 5:00 horas da matina, chegando ao início da trilha às 8:00 horas. Nos arrumamos e iniciamos a empreitada. Já havia lido à respeito do local, que logo de inicio se mostrou muito bonito ao atravessarmos uma mata alta numa caminhada suave entre pequenas subidas e descidas.
Logo depois, chegamos a primeira subida de verdade, terminando num dos pontos bem conhecidos do Marins: Pico do Careca. De lá conseguimos
visualizar nossa altitude (aprox. 1.800 metros), com uma vista muito bonita do vale e das nuvens já abaixo de nós. Após uma pausa para as fotos e apreciar as primeiras paisagens, continuamos a caminhada e um pouco a frente concluímos que aí sim, começaríamos a trilha rumo ao Marins, conforme a placa indicava.
A trilha de mata é bem sinalizada, sem problemas em seguí-la, entretanto quando a paisagem começa a mudar dando lugar as grandes rochas, é muito fácil perder-se pelos caminhos. Nada grave (ninguém vai se perder e nunca mais conseguir voltar por isso), mas orientar-se pelas setas (desbotadas) pintadas nas pedras é fundamental para um melhor aproveitamento do tempo.
Como nenhum de nós conhecia o Marins, fizemos o possível para seguir as setas na ida, mas fatalmente acabamos perdendo a sequencia e consequentemente demos uma grande volta numa das montanhas até retomar o caminho correto.
Havia muita gente visitando o Marins, muita gente com muito equipamento, e muita gente que também não conhecia o caminho correto. Felizmente, não presenciamos nenhuma cena ou situação que tirasse o brilho do local. Todos caminhavam a seu ritmo buscando o cume do complexo.
Aos poucos seguimos conquistando terreno e altitude, e por volta das 12:40 (acima dos 2.000 metros) percebemos que a temperatura começara a cair e
as neblinas tornaram-se mais constantes.
Resolvemos seguir um pouco mais (por mais 1:30 aproximadamente) e ver até onde conseguiríamos chegar. Prosseguimos e a cada avanço o paisagem era mais fantástica, mas a leste o tempo estava ficando muito escuro (havia uma pequena possibilidade de chuva) com nuvens densas e então decidimos por segurança do grupo, regressar.
Afinal, seriam mais umas 3 a 4 horas de descida mais o tempo de retorno à São José dos Campos. No caminho de volta, novamente tentamos seguir as setas pintadas das rochas e desta vez com mais sucesso, voltamos com maior “eficiência”.
Dados técnicos:
Distância: 12km (ida e volta)
Tempo: Aprox. 9hs
Saída SJC: 5:15h
Chegada SJC: 20:45h
Acesso: Via Piquete, Fazenda Saiqui (melhor opção para veículos baixos).
Estacionamento: R$ 20,00
Localização e acessos:

Muito interessante! Vlw!
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